ordem e caos

Eu sempre fui uma pessoa desorganizada.

Nunca fui muito disciplinada e muito menos inclinada a manter a ordem, sempre encontrei algum tipo de conforto dentro do meu caos pessoal e nunca senti uma necessidade muito grande de ser uma pessoa organizada. Mas o tempo passa, as pessoas mudam, as responsabilidades aumentam e de repente eu me vejo na beira dos trinta com mentalidade de uma criança de 10 anos para alguns assuntos e isso não é bom.

Depois de várias tentativas falhas, entendi que a questão em si não é mudar a minha essência mas sim buscar evoluir e melhorar os pontos da minha pessoa que não foram definidos. Faz alguns anos que venho tentando me organizar e nunca consigo manter a vida na linha por muito tempo e tem uma hora que chega né? Você resolve fazer algo e resolve que vai dar certo nem que seja a última coisa que você faça nessa vida e, bom, não quero que seja a última coisa que eu faça nessa vida.

Por isso comecei a ler materiais sobre isso com seriedade e aberta a ouvir e aplicar as dicas e instruções, comecei fuçando vários os posts do Vida Organizada que acho que podem ser bons pra mim e sentei para definir um caminho que seja condizente com a minha vida e que ajude a melhorar os meus caminhos. Tem coisas que é melhor a gente deixar só na nossa cabeça, mas firmar compromissos para ~o mundo~ é uma coisa que eu descobri que me ajuda a seguir isso com mais afinco.

Faz muito sentido? Provavelmente não. Mas é uma jornada que quero compartilhar aqui despretensiosamente.

Tomei essa decisão nos últimos dias de Julho e pela primeira vez não saí correndo com um pseudo-plano que não leva em consideração todas as variáveis da minha vida. Depois de ler alguns materiais e definir o item de primeira prioridade para resolver, sentei e olhei honestamente para a minha vida como ela é, as partes que mais me incomodam, minhas limitações, etc. Olhei desde o micro até o macro para poder entender como eu posso melhorar não só a minha condição sócio-econômica mas também a pessoa Alessandra. Confesso que é bem chato você medir seu nível de satisfação com a sua própria vida e perceber tudo o que falta, mas se tudo tem um lado positivo, a parte boa dessa análise honesta é também aproveitar essa honestidade para definir objetivos reais que eu quero atingir e não o que eu acho que deveria querer atingir. 

É um exercício que, se feito constantemente, nos deixa mais perto de quem realmente somos e como podemos melhorar ao não perder essa informação de vista. Claro que não dá pra ignorar completamente a nossa sociedade porque ela também tem um papel no indivíduo, mas ter essa noção de si te deixa mais seguro também para bancar ser quem se é apesar do que a sociedade diz. 

Eu não quero aqui me passar por especialista em nada. Esse post – e quantos mais outros vierem – é pura e simplesmente para compartilhar as impressões que eu tenho durante essa jornada de auto conhecimento e melhoramento. E convido a vir comigo quem quiser. 

roadtosweetdreams
Photo by Maria Bitencourt on Unsplash (neon) / Photo by Simon Migaj from Pexels (estrada)

 

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