Tenho o meu próprio tempo…

Quero ler mais, por que? Porque gosto de ler, porque gosto de me envolver numa história ou de aprender uma coisa nova.

Mas medir meu hábito pela régua dos outros é sempre uma merda. Porque aí surge a comparação, surge a ânsia de querer acompanhar alguém cuja rotina pode ser o total oposto da minha… E daí? Como que faz?

Apesar de acreditar e entender o poder da disciplina e de um planejamento diário de atividades, se ler, para mim, é um hobby, nada mais justo do que fazer quando me der na telha certo? Certo.

Eu sinto saudade de ler, sinto saudade de escrever. Quero gastar meu tempo de um jeito que me satisfaça mas quero fazer tudo no meu tempo.

(talvez isso não faça nenhum sentido mas talvez o sentido seja o sentimento comum)

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sobre perspectiva

Depois de ficar muito tempo deitada sob o sol quando abro os olhos vejo o mundo ao meu redor sob uma luz azul, depois em preto e branco e só depois de alguns minutos minha visão volta ao normal.

Não sei explicar esse acontecimento biológico mas é sempre uma experiência interessante. Ver o mundo – literalmente – com outras cores é sempre uma coisa curiosa. É quase como atualizar aquela página esperando que a informação que queremos ver apareça, mas ao invés de uma informação o que aparece é um lembrete de que nada é realmente de um jeito ou de outro, as coisas estão de um jeito e por estarem desse jeito podem ser diferentes também.

Desde que comecei a meditar eu venho mudando, ainda que pareça imperceptível aos olhos dos outros, eu sinto o meu eu cada vez mais maleável, mais calmo. É uma sensação boa, mas é um processo tão lento que se não prestar atenção não se percebe nada mesmo.

Não vou tentar aqui olhar 2020 por uma luz positiva, mas das coisas que comecei a fazer durante nossa “quarentena” para manter a sanidade… Meditar foi de longe a mais benéfica pra mim. E aos poucos venho tentando compartilhar o que eu aprendo, procurando ajudar aqueles mais próximos de mim a encontrar um momento de paz, a repensar algumas atitudes e pensamentos, nem sempre a mensagem chega mas é algo que faço sem pretensão… Afinal o primeiro passo ninguém pode dar pela gente.

Ter a coragem de mudar, de assumir nossas falhas e ao invés de criticar, procurar entender o que as causam e a partir daí começar a mudar, a passos tão lentos que parece que nem saímos do lugar. Aprendi a ser mais honesta comigo, a aceitar minha situação atual por mais que eu não goste ou esteja feliz com ela, mas é a realidade, tenho que lidar com ela de algum jeito.

E é aceitando isso que consigo começar a mudar, aos poucos ou com 20 segundos de uma coragem insana.

um ano perdido

esse é o resumo de 2020.

e não tem quem me convença do contrário.

em 2020 perdeu-se:

  • saúde (mental&física)
  • vidas
  • liberdade
  • oportunidades
  • memórias
  • momentos
  • despedidas
  • contato físico
  • demonstrações de amor e amizade
  • aventuras
  • perspectiva

e mais um sem número de coisas que não sei nem dar o nome.

é essa a sensação que esse ano me deixou, em momentos de felicidade tão escassos e espaçados que parecem ter vidas inteiras entre eles eu ainda ri, ainda fui querida e estive com gente querida. ganhou-se muito pouco nesses 366 dias que ainda nem terminaram.

mas 2020 foi um ano perdido em tantas coisas que não tem como terminar com um saldo positivo. estamos a um mês do natal (meu deus) e acho que nem para virar o anos temos mais força…

se tá tudo bem eu não sei, mas a gente finge que sim pra poder seguir em frente já que não há outra alternativa.

nem todos os que perambulam…

Acho que boa parte das pessoas deve conhecer a famosa frase “not all those who wander are lost“, que se traduz para o português como “nem todos os que vagueiam estão perdidos” dentro de um poema de Tolkien.

Essa frase sempre teve um peso importante na minha vida porque eu sempre achei que, por não estarem perdidos, aqueles que vagam tem – no fundo – uma direção certa e maior que os leva por tantos caminhos mas com um destino final.

Mas e se vagar for o caminho? Se esses que vagueiam tem como propósito explorar o mundo e tudo que há nele, sem sentir a necessidade de se prender a um caminho só? Tive essa pequena epifania durante uma meditação guiada focada em encontrar meu propósito, e não digo que uma única sessão de meditação me iluminou de tal forma, mas foi olhando para mim, me perguntando quem eu sou ou o que eu quero ser que pensei nisso. Ainda tenho internalizada essa coisa de que é necessário ter o caminho, o propósito único mas sem nunca pensar que talvez esse caminho seja percorrer vários caminhos, explorar o mundo para me encontrar e me encontrar ao explorar.

É algo que me trouxe muitos motivos para refletir e uma sensação de acolhimento que há muito eu não sentia. Existem muitos caminhos e escolher um só é o tipo de coisa que me tira o sono mas se eu puder escolher explorar sem a pressão de definir, de escolher e me permitir ficar o quanto eu quiser e partir se eu quiser. E quando digo explorar o mundo não precisa ser através de viagens, mas de assuntos, atividades e coisas variadas que posso até nunca nem ter pensado em explorar. E é ali que encontro sentido em viver e me sinto impelida a descobrir e procurar sempre mais.

Talvez…

sobre (in)constância

Eu tenho esse hábito. Ou vício. Ou sei lá que nome posso dar que acredito ser comum a muitas outras pessoas.

A de começar algo na maior empolgação e depois ir ficando com preguiça, esquecendo, até abandonar novamente algo que eu até gostava mas não tive a força de vontade de continuar. Já fiz isso com um curso da faculdade, a academia que frequentei, idiomas que inventei de aprender e até esse blog.

Nos poucos posts que publiquei aqui até agora já deixei mais do que claro que numa tentativa de não surtar com o mundo e onde estamos na nossa história enquanto humanidade, resolvi cuidar de mim, do meu desenvolvimento pessoal e rever essas pequenas falhas de caráter que parecem inofensivas mas podem ser muito prejudiciais.

Essa minha mania de não seguir com as coisas mesmo que elas me façam bem foi algo que nunca entendi muito bem e talvez por isso nunca tenha conseguido, de fato, combater. Muitas vezes acho que não tenho nada pra falar, mas eventualmente acabo voltando para o caderno que uso de “diário” (que não é nada diário) e sinto saudade de compartilhar coisas aqui. Mesmo que ninguém leia, eu acho meio terapêutico expor minhas palavras na terra de ninguém que é a internet vai que alguém tropeça aqui e se identifica?

Outro dia pensando nesse cantinho me vi usando as palavras “tenho que” postar aqui, “tenho que” pensar em outros posts. Mas eu tenho mesmo? Não estou recebendo nada por isso. E acho que no final das contas é essa sensação de obrigatoriedade que surge dentro de nós mesmos que nos dá essa preguiça. Em vários posts de organização que li ultimamente as pessoas comentam que nossas motivações, se não forem fortes o suficiente, minguam, e junto com elas nosso esforço em fazer algumas coisas. Que nosso cérebro tende a ficar sempre no que já é conhecido então se a gente não facilitar essas coisas ao máximo isso sempre vai acontecer.

Não sei porque mas acho até que consolador o fato que essa tendência a se autossabotar pode ser explicada pela ciência. Mas também fico pensando no esforço que é reeducar nosso cérebro e por isso é mais fácil desistir. Então nos últimos dias venho pensando na minha motivação para fazer as coisas e como posso me lembrar delas constantemente. Defini também que não vou ficar me cobrando para postar aqui porque foi isso que me afastou da escrita uma vez. Se eu tiver um post por dia numa semana e mais nada pelo próximo mês, paciência. Isso aqui é um hobby que não planejo monetizar então tudo bem.

Inconstância não é necessariamente uma coisa ruim se seu objetivo é só extravasar alguns pensamentos de dentro da cachola.

o bicho da positividade

Um pequeno desabafo:

Tem uma coisa que não entendo, nesse povo que insiste em dizer que 2020 não foi um ano ruim. Que temos que ver o lado bom das coisas e não focar em todo o mal que aconteceu nesses 366 dias.

Tenho vontade de pegar essas pessoas pela mão, sentar na frente do computador e listar as matérias com todas as desgraças que ocorreram nessas 52 semanas que ainda nem chegaram ao fim e perguntar: o que tem de bom nisso?

Ter uma vida confortável e com alguns privilégios me possibilitou não sentir tanto os impactos negativos desse ano. Mas ainda assim é impossível fingir não ver as coisas tristes, que causam revolta ou nos deixam uma sensação de desamparo. Será que “só ver o lado bom” é realmente a resposta?

Será que ignorar todos os problemas em nome das “good vibes” realmente melhora algo? Fica aí o questionamento.

obra de arte feita por eu mesma

[Na Estante] Tudo nela Brilha e Queima – Ryane Leão

O real motivo de eu ter tirado esse blog da prateleira mais empoeirada do meu canto da internet é que no começo do ano eu li A Terra Inteira e o Céu Infinito da Ruth Ozeki, um livro que me impactou de tal forma que eu precisava compartilhar meus sentimentos com qualquer pessoa que pudesse passar por aqui.

Desde então eu já li e reli alguns livros esse ano, me mantendo fiel a minha meta de retomar o hábito de leitura e numa dessas, acabei encontrando esse livro de poesias de uma autora nacional que me deixou sem fôlego de tanta emoção. Tudo Nela Brilha e Queima é o tipo de livro que dá vontade de grifar inteirinho e mesmo lendo na versão digital do meu kindle foi basicamente isso que eu fiz.

A Ryane Leão é mulher negra, poeta e professora cuiabana que vive em são paulo. Publica seus escritos em lambe-lambe e na internet com o projeto onde jazz meu coração. Além disso, escreve em blogs autorais há mais de dez anos e recita suas poesias nos saraus e slams da cidade. Seu trabalho é pautado na resistência das mulheres e focado na luta e no fortalecimento pela arte e pela educação. A autora também é do axé. (fonte Google Books, na página do livro)

A força e delicadeza da Ryane em seus versos é algo que nos pega em cheio, acolhe ao mesmo tempo que deixa aquele gosto amargo na boca quando nos lembra das decepções e machucados que sofremos, seja amoroso, familiar ou da vida em si.

Os poemas são curtos porém profundos, capazes de se conectar com quase qualquer experiência que tanto o/a leitor/a quanto a autora tenham passado. E só digo quase porque eu, enquanto mulher branca com outros fatores, tive uma experiência de vida diferente da dela. E ainda assim pude testemunhar sua dor, sua raiva, sua vontade de vencer mesmo com todas as dificuldades a partir de suas palavras.

Tudo Nela Brilha e Queima é um livro que ilustra o ditado “não sei nem o que dizer, só sentir” e mesmo com todas as provações nos faz pensar “e graças a Deus que consigo sentir”.

meditação

Uma das coisas que comecei (e depois parei, e comecei de novo) durante a quarentena é a meditar. 

Eu, que sempre admiti que era uma pessoa inquieta demais tanto física quanto mentalmente, me peguei sobrecarregada durante esse momento louco que ainda estamos vivendo e resolvi me desafiar – literalmente – a praticar o ficar quieta, limpar a mente e tentar realinhar minhas energias que estavam totalmente bagunçadas. No começo foi tudo muito difícil mas conforme eu ia meditando mais fácil ia ficando, até que eu me senti bem o suficiente para não sentir tanta necessidade assim ou deixar a preguiça vencer mesmo quando eu senti que precisava. 

É engraçada essa coisa de criar hábitos porque no começo mesmo a gente vendo os efeitos positivos ainda tem aquela preguiça que se prolonga e quando vê já perdemos o hábito de novo. Se meditei quase todos os dias no primeiro mês da quarentena, passei os dois seguintes com preguiça até que minha inquietação começou a ficar grande demais de novo.

Meditar é um treco engraçado. É quase como dormir e estar acordado ao mesmo tempo e, se você assim como eu acredita em energias, quando você se concentra o suficiente dá pra sentir fisicamente a sua energia mudando. É uma prática boa e ainda que desafiadora procurei inserir ela na rotina que estou criando para mim. Já percebi que meditar de manhã é a melhor hora porque a cabeça ainda está descansada e fresca o suficiente para ajudar no “desligamento” do resto do mundo, o que também ajuda no foco e a direcionar o tipo de energia que queremos ter para o resto do dia. 

Por enquanto tenho feito meditações guiadas porque não tenho ainda a capacidade de me desligar totalmente sozinha. Estava mais focada em descobrir algum app de graça que tivesse uma seleção boa de meditações guiadas e encontrei o Insight Timer indicado pela Thais do Vida Organizada, mas já busquei também no Spotify e no Youtube principalmente meditações para energias positivas e foco para ajudar no trabalho. Só que é engraçado perceber as repetições nos guias das sessões de positividade, chega a ser risível ter uma pessoa falando todos aqueles quotes inspiracionais que a gente acha no pinterest em voz alta para você. Mas numa dessas sessões que termina com uma série de mantras me peguei segurando uma que conversou muito com o que tenho aspirado para a minha vida. 

essa eu postei no meu instagram (@ale.csrdesigns)

No mais, meditar tem me ajudado a cuidar da mente e do espírito mesmo apesar de tudo, e tem sido uma lanterna que ajuda a me guiar em caminhos tão nebulosos (nossa, que profundo). Sem falar que realmente ajuda a dormir melhor, a concentrar mais e a deixar o coração mais tranquilo.

destralhando meu próprio caminho

Uma das minhas maiores dificuldades da vida é manter o foco. Me concentrar em uma coisa só por vez é extremamente difícil e é por isso que eu tenho a tendência de começar 500 coisas e não terminar nenhuma. Seja porque eu fico com preguiça de continuar, desmotivada ou simplesmente esqueço porque minha mente já foi se fixar brevemente em outro ponto, a verdade é que fazendo uma análise honesta foram poucas coisas na minha vida que comecei e completei.

Mas como já comentei aqui, estou na jornada de me tornar uma pessoa organizada real e definitivamente e ando seguindo muito as dicas da Thais Godinho do Vida Organizada para me ajudar a trilhar esse caminho tão desconhecido e por vezes intimidador. A Thais fala que o processo de organização tem 5 etapas: Destralhar, Organizar, Arrumar, Manter e Curtir. No blog dela ela detalha o que consiste cada etapa, mas reforça que cada um tem um estilo de vida e é de um jeito. E isso foi algo que bateu em mim e grudou de tal forma que me ajudou a – ainda que inconscientemente – começar o meu processo com esse guia, mas ainda assim do meu jeito. 

Como eu ainda moro com meus pais, o espaço que tenho para chamar 100% de meu consiste no meu quarto e no meu banheiro. E como venho trabalhando em aprimorar o meu quarto desde o ano passado, estava com certa dificuldade em achar o que mais destralhar visto que com todo o processo de mudar os móveis e pintar eu já vinha catando coisas aqui e ali que já não fazia sentido manter.

Até que num domingo passado eu resolvi lavar o meu banheiro e entendi que não dá pra arrumar tralha. Conforme eu ia tirando os itens para liberar o espaço para poder lavar eu notei a quantidade de coisas que eu matinha naquele espaço e que eu não precisava mais. E olha que meu banheiro é pequeno. Mas também percebi que consigo fazer esse discernimento muito melhor quando resolvo limpar – que na minha visão se encaixa na terceira etapa – porque aí eu consigo me livrar daquela coisa de “estava sempre aí então eu preciso”.

Depois de lavar o banheiro e descansar um pouco enquanto esperava o espaço secar para repor meus itens pessoais, fui vendo o que realmente ainda servia para mim e o que estava ali só ocupando espaço. Precisei começar a arrumar o ambiente para que pudesse ver o que realmente era tralha ali, e depois de arrumar/limpar é que consegui destralhar o ambiente e já tirar um peso enorme dos ombros.

E de novo, tudo o que estou contando nessa série de posts é a minha experiência pessoal de uma pessoa que não tem nenhum treinamento/conhecimento/método sobre organização. Esses são relatos da minha jornada individual. E se quiser começar a tomar rumo nessa vida sugiro que faça suas próprias pesquisas e análises pessoais, porque cada um é cada um.

coisas que sinto falta sobre o escritório (ou não)

Ontem eu tive que ir ao escritório da empresa onde trabalho para resolver algumas coisas e enquanto estava lá, enquanto estou me aproximando do 5º mês de home office por conta dessa quarentena – e todos os posts de 2020 vão ter essa coisa terrível como pano de fundo – posso dizer com certeza que existem algumas coisas que tinha no escritório e não tenho aqui e que me fazem falta:

  • Silêncio. A possibilidade do escritório inteiro ficar no mais absoluto silêncio, sem vizinho chato falando alto, sem cachorro latindo, sem minha mãe falando alto com os alunos dela ou a obra do outro vizinho.
  • Arquivo. Minha empresa só tem base de dados digitalizada no servidor de 2015 para frente, mas como muitos membros dos grupos técnicos estão colaborando com a associação há mais tempo vira e mexe surge a necessidade de puxar alguma informação ou documento do começo da década e não ter essa facilidade muitas vezes é um saco. 
  • Respeito pelo horário. Sabe aquele senso comum de que no home office trabalhamos mais porque perdemos aquele senso de blocos de horário? Horário para chegar, horário de almoçar, horário de sair. No home office como a gente não tem nada para marcar isso, tem sido muito comum receber mensagens ou ligações pedindo para fazer isso ou aquilo enquanto almoço (claro que eu geralmente espero para terminar o horário certo, mas nem sempre rola), ou perceber que passei do expediente esperando a resposta de algum e-mail. 

Agora outras coisas que o home office – ainda que forçado – me proporcionou e que com certeza farão falta quando eu tiver que voltar:

  • Dormir. Atualmente meu expediente começa as 08h30, então acordar 1 hora antes só e poder fazer toda a minha rotina matutina com calma antes de logar no computador ta sendo ótimo. Antes para estar no trabalho (antes) das 8h eu tenho que sair de casa às 6h/6h30 para aproveitar a carona com a minha mãe e nunca rolava as oito horas de sono que a gente sabe que precisa. 
  • Flexibilidade para fazer outras coisas. Alguns dias no trabalho são absolutamente tediosos e consigo completar minha to-do list logo pela manhã o que me deixa com a tarde livre. No escritório, usando o computador – velho e lento – da empresa eu fico muito limitada ao que posso fazer nos meus projetos pessoais, poder usar meu notebook que é melhor me dá a chance de escrever posts para o blog, editar projetos de design, fazer exercícios ou simplesmente ir pra varanda dos meus pais ver a vida passar e isso é muito bom. 
  • Comodidade de ficar em casa. Também conhecida como não ter que aguentar o transporte público em horário de pico, principalmente se o metrô tem alguma falha 5 minutos antes de você sair do trabalho e ter que esperar 758 trens passarem pra você conseguir entrar e ir feito uma sardinha enlatada com o resto do proletariado. Ou ter uma cadeira boa para sentar, uma escrivaninha com espaço suficiente para se organizar e etc.  

Claro que eu tenho muita sorte de ter mantido meu emprego e ter a possibilidade de trabalhar de casa, evitando me expor ao vírus, mas confesso que se fosse em situações normais eu ainda preferiria a opção de trabalhar em casa mais dias da semana do que no escritório. Infelizmente minha posição atual não me possibilita isso em condições normais, por isso vou aproveitando enquanto posso.