coisas que sinto falta sobre o escritório (ou não)

Ontem eu tive que ir ao escritório da empresa onde trabalho para resolver algumas coisas e enquanto estava lá, enquanto estou me aproximando do 5º mês de home office por conta dessa quarentena – e todos os posts de 2020 vão ter essa coisa terrível como pano de fundo – posso dizer com certeza que existem algumas coisas que tinha no escritório e não tenho aqui e que me fazem falta:

  • Silêncio. A possibilidade do escritório inteiro ficar no mais absoluto silêncio, sem vizinho chato falando alto, sem cachorro latindo, sem minha mãe falando alto com os alunos dela ou a obra do outro vizinho.
  • Arquivo. Minha empresa só tem base de dados digitalizada no servidor de 2015 para frente, mas como muitos membros dos grupos técnicos estão colaborando com a associação há mais tempo vira e mexe surge a necessidade de puxar alguma informação ou documento do começo da década e não ter essa facilidade muitas vezes é um saco. 
  • Respeito pelo horário. Sabe aquele senso comum de que no home office trabalhamos mais porque perdemos aquele senso de blocos de horário? Horário para chegar, horário de almoçar, horário de sair. No home office como a gente não tem nada para marcar isso, tem sido muito comum receber mensagens ou ligações pedindo para fazer isso ou aquilo enquanto almoço (claro que eu geralmente espero para terminar o horário certo, mas nem sempre rola), ou perceber que passei do expediente esperando a resposta de algum e-mail. 

Agora outras coisas que o home office – ainda que forçado – me proporcionou e que com certeza farão falta quando eu tiver que voltar:

  • Dormir. Atualmente meu expediente começa as 08h30, então acordar 1 hora antes só e poder fazer toda a minha rotina matutina com calma antes de logar no computador ta sendo ótimo. Antes para estar no trabalho (antes) das 8h eu tenho que sair de casa às 6h/6h30 para aproveitar a carona com a minha mãe e nunca rolava as oito horas de sono que a gente sabe que precisa. 
  • Flexibilidade para fazer outras coisas. Alguns dias no trabalho são absolutamente tediosos e consigo completar minha to-do list logo pela manhã o que me deixa com a tarde livre. No escritório, usando o computador – velho e lento – da empresa eu fico muito limitada ao que posso fazer nos meus projetos pessoais, poder usar meu notebook que é melhor me dá a chance de escrever posts para o blog, editar projetos de design, fazer exercícios ou simplesmente ir pra varanda dos meus pais ver a vida passar e isso é muito bom. 
  • Comodidade de ficar em casa. Também conhecida como não ter que aguentar o transporte público em horário de pico, principalmente se o metrô tem alguma falha 5 minutos antes de você sair do trabalho e ter que esperar 758 trens passarem pra você conseguir entrar e ir feito uma sardinha enlatada com o resto do proletariado. Ou ter uma cadeira boa para sentar, uma escrivaninha com espaço suficiente para se organizar e etc.  

Claro que eu tenho muita sorte de ter mantido meu emprego e ter a possibilidade de trabalhar de casa, evitando me expor ao vírus, mas confesso que se fosse em situações normais eu ainda preferiria a opção de trabalhar em casa mais dias da semana do que no escritório. Infelizmente minha posição atual não me possibilita isso em condições normais, por isso vou aproveitando enquanto posso. 

Publicidade

encontrando o equilíbrio com o que me foi dado

Será que existem pessoas nesse mundo que não são sensíveis a energia?

Pergunto isso a você porque eu, de fato, sou uma pessoa extremamente sensível a energias, das coisas, dos lugares, dos outros, do universo em geral. Muito do meu comportamento é reflexo de como a minha energia conversa com a energia do lugar, dos outros (do universo) . E embora seja muito legal ter essa intuição, essa anteninha que já me fala – e acerta 9 em 10 vezes – que eu não vou me dar bem com tal pessoa ou não vou ficar confortável em x lugar, também é meio complicado quando você fica confinada a um cômodo da sua casa 90% do tempo durante a pandemia e a energia do cômodo não te deixa quieta.

 

pexels-shiva-smyth-1051449
Foto de Shiva Smyth no Pexels

Minha mãe já apontou, e eu concordo até certo ponto, que essa inquietação se deve à insatisfação com o meu lugar no mundo no momento. Só que minha mãe não percebe, seja porque não consegue ou porque simplesmente não prestou atenção ainda, é que na nossa casa existe uma carga energética muito grande e isso não é necessariamente uma coisa ruim, mas para pessoas mais sensíveis como eu, meu pai e minha irmã, pode ser um tanto problemático se não soubermos direcionar essa energia para o nosso bem.

Eu acho que desde que o auto isolamento começou eu devo ter mudado a disposição dos móveis do meu quarto umas 20 vezes, sem nenhum exagero. Tudo isso porque minhas ambições para o meu pequeno cômodo eram grandes, o espaço é limitado e a energia complicada, então eu resolvi (tentar) aplicar o feng shui. Eu sempre achei o feng shui um assunto interessante mas nunca me aprofundei nele porque 1) é da minha natureza não me aprofundar em nada e 2) eu nunca tive um espaço só meu para poder aplicar.

Aí eu ganhei um quarto só pra mim. Um quarto com uma parede que é uma divisa do banheiro, uma janela grande demais e vizinhas com uma energia tão não-gracinha que nem todos os incensos, mantras e velas conseguem resolver. E isso essencialmente resume a dança das cadeiras que venho fazendo com meus móveis até eu aceitar as minhas limitações, fazer concessões e entender que por mais que eu queira, em 90% das vezes as condições não serão totalmente favoráveis e eu vou ter que aprimorar o meu foco para ele não ir saindo pela janela atrás de mim, exercitar minha criatividade para ela não ir pelo cano do ralo ou da descarga e principalmente flexibilizar meu jeito de pensar e de ser um pouquinho, porque eu sou 8 ou 80 e infelizmente até hoje não tirei nenhum proveito disso tudo.

Comprido demais e não leu nada? Tentei incorporar o feng shui no meu quarto, mas a composição da casa inteira impossibilita o sucesso em sua totalidade. Então quebrei a cabeça até aprender a trabalhar com o que eu tenho e considerar o que me deixa tranquila e criativa dentro disso.

 

 

27 coisas sobre mim

Esse post originalmente ia ser feito para o meu aniversário de 24 anos, lá em 2017, achei o draft e resolvi ler a lista para ver o que mudou e o que continuava verdade… Lendo eu lembrei do lugar em que estava  em 2017, não literalmente mas emocionalmente, lembrei das motivações que me fizeram escrever alguns itens e dei risada porque, como sempre, eu já não reconhecia mais a Alessandra que escreveu aquilo. Os dois parágrafos abaixo também foram escritos pela Alê de 24 anos.

A verdade é que todo mundo tem uma – ou várias – coisas esquisitas ou nem tanto assim que sempre fez e simplesmente não consegue, ou quer, mudar. Sou daquelas que acredita que são esses hábitos que formam o que somos e interfere em como nos relacionamos e com quem nos relacionamos.

E listar alguns dos nossos perks é divertido porque além de ser uma reflexão é um jeito de nos conectarmos com outras pessoas, quantas vezes você já não leu algum post e ficou “meu deus, isso sou eu!”? Pois é.

Dito isso, vamos às 16 coisas sobre uma Alê de 24 anos, comentados pela Alê com recém feitos 27 anos e 11 coisas não tão novas assim sobre essa mesma Alê.

  1. Eu odeio palhaços. Talvez seja um trauma adquirido por culpa de IT, mas sempre odiei e tive um certo medo deles. (ainda é verdade)
  2. Todos os ganchos dos cabides do meu guarda roupa tem que estar virados pra dentro e eu fico muito brava quando algo está pendurado com o gancho pra frente. (ainda é verdade)
  3. Às vezes eu faço todo uma linha de raciocínio em inglês e depois fico me matando pra explicar em português. #firstworldproblems. (ainda é mais ou menos verdade)
  4. Faz uns dez muitos anos que ouço sempre as mesmas músicas das mesmas bandas, a única banda mais nova que me conquistou foi Imagine Dragons lá em 2014 (acho)Mas ultimamente tenho procurado e achado muita coisa legal pra ouvir.
  5. Eu, absolutamente, não sei flertar. Mas isso não parece ser problema quando a situação é propícia. (ainda é verdade)
  6. Recentemente descobri que quando a balada é de música indie ou pop anos 90/00 eu não tenho problemas de ficar 6 horas num ambiente com música alta demais e poucos lugares pra sentar. Aprendi a aceitar que prefiro rolês tranquilos, num bar/restaurante ou em casa e que só encaro uma balada numa vibe muito específica.
  7. Odeio muito quando estou falando alguma coisa e uma pessoa começa a falar em cima de mim. (ainda é verdade)
  8. Sou mais desapegada emocionalmente do que imaginava. (só vira verdade depois de alguma decepção)
  9. Eu realmente não gosto de filmes românticos melosos e isso não tem nada a ver com a minha vibe. (mentira, amo suspirar por amores impossíveis até hoje)
  10. Sempre sou atraída por coisas que estão além do meu poder de compra (e isso é uma merda)(ainda é verdade)
  11. Sou teimosa pra caralho. Tipo muito mesmo.(ainda é verdade)
  12. Não consigo ouvir música enquanto leio, meu cérebro começa a prestar atenção nas duas coisas e acaba não prestando atenção em nada.(ainda é verdade)
  13. Por outro lado adoro ouvir música enquanto trabalho com imagens o que é problemático quando quero editar vídeos e ouvir música ao mesmo tempo. (ainda é verdade, mas eu não gravo/edito mais vídeos)
  14. Meu orgulho muitas vezes me impede de admitir que estou/fiz algo errado e não me orgulho disso. (irônico, né?) (ainda é verdade, mas estou aprendendo a mudar)
  15. Amo séries policiais. Minhas preferidas são Bones e Criminal Minds e eu sonho com um crossover entre os dois departamentos do FBI que mais amo. (sonhava né? Porque Bones já acabou)(ainda é verdade, Brooklyn 99 no momento detém um grande espaço no meu coração)
  16. Eu não sei andar de salto, o que é triste porque sempre acabo me apaixonando por um sapato com o qual não sei andar. (ainda é verdade).
  17. Sempre tive medo de me posicionar em assuntos polêmicos, mas estou aprendendo sobre o que acontece e de qual lado quero estar.
  18. Ainda não tenho a mínima idéia de qual caminho profissional seguir e já perdi muitas noites de sono por causa disso.
  19. Perdi o hábito de ler e escrever mas são coisas que ainda estão muito perto do meu coração e não pretendo abrir mão delas (por isso esse blog).
  20. Completei o sonho de ter um quarto só meu, cem por cento meu, e isso me deixa extremamente feliz e agradecida.
  21. Tenho o péssimo hábito de começar mil projetos e não manter nenhum.
  22. Eu conto os meus amigos nos dedos de uma mão só, mas tenho um carinho grande e admiração por muita gente.
  23. Eu sou uma pessoa introvertida e tudo bem.
  24. Minha cor preferida é azul e minha estampa preferida são listras.
  25. Eu comecei a fazer Yoga em 2020 durante a quarentena.
  26. Eu gosto de tomar café com açúcar (e leite e canela de vez em quando)
  27. Eu nunca vou ser a mesma pessoa sempre.