tempos mais simples

Acho válido lembrar que eu sou uma pessoa inquieta.

Desconfio que tenha algum grau de déficit de atenção que me torna impossível de prestar atenção numa coisa por mais que 5 minutos, que me dá siricuticos de ficar andando em círculos dentro do meu próprio quarto quando sinto que estou sentada há tempo demais. 

Junte essa inquietação natural a uma sensibilidade com energias dos lugares e você terá uma pessoa que vive desconfortável 90% do tempo. Já comentei sobre a benção que é ter um teto todo meu onde eu posso mudar as coisas ao meu bel prazer e bem, é a única coisa que tenho feito durante esses tempos doidos para me distrair e tentar ter alguma paz de espírito… Não funciona muito, mas jogar tetris com os móveis do meu quarto geralmente me ajuda a gastar energia e tentar controlar a sensação de desamparo que sinto quanto realmente paro para pensar na atual conjuntura mundial™.

Voltar a escrever é uma coisa que tem me ajudado a controlar um pouco essa inquietude. Digitar um post sem grandes pretensões de comunicar qualquer coisa além de compartilhar um pouco do caos que vem do meu subconsciente é uma coisa que sempre me ajudou e eu tinha esquecido porque estava extremamente soterrada com outras neuras e tretas. Claro que quando a coisa apertava eu recorria ao velho caderno e caneta para extravasar tudo de – geralmente – ruim que eu guardava no peito e conforme as coisas ruins foram acabando (graças a Deus) voltei a sentir falta de compartilhar essas palavras sem qualquer motivo especial pelo simples fato de que eu estou aqui, e deve ter alguém aí fora da minha própria tela que também pode se sentir assim e que pode se sentir menos sozinha, se sentir um pouco mais tranquila e experimentar aquela sensação engraçada que a gente tinha ao chegar num blog novo e desconhecido e se identificar com as palavras de outras pessoas mas que poderiam muito bem ser nossas.

Veja bem, eu não quero tirar o mérito de pessoas que escrevem posts com conteúdo e propósito. Mas sendo uma pessoa que cresceu tendo um “diário” online aberto para o mundo é natural sentir falta e querer, de alguma forma, recriar esse ambiente despretensioso de escuta e de troca de experiências, sentimentos e descobertas.

Talvez este seja mais um post pedindo a volta dos blogs “raíz”.

writing flowers

Photo by Florian Klauer on Unsplash (Máquina de escrever) – Photo by Christie Kim on Unsplash (flores) – Foto de Pixabay no Pexels (textura de escrita no fundo)

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